quarta-feira, 11 de março de 2015

Contribuição de  Lorena Pinheiro

"Acredito que esse vídeo seja bastante interessante para postagem no blog, visto que se trata de uma importante atividade econômica praticada na região e de um assunto da nossa última aula, onde abordamos profundamente sobre a produção de melancia em Teixeira de Freitas. Além disso ele expõe de forma clara o ponto de vista dos produtores dessa fruta. "
Vídeo: 

O que pensam os produtores de melancia de Teixeira?  

Pessoal, ao invés do 4share, este video de 16 mb foi colocado na minhateca. Sera que esta mais facil o download agora? Qualquer informação, mandem um email: mehlersloureiro@gmail.com. 


Agora a grande contribuição do Murilo Chaves, estudante do CC DRN para todos nós:

“Segue em anexo um artigo referente a interdependência produtiva da economia baiana. Acho interessante ser disponibilizado no blog do componente Desenvolvimento Regional e Nacional para que todos tenham a oportunidade de lê-lo. “

RIBEIRO, L.C.; ROCHA, Gustavo de Britto. Interdependência Produtiva e Estratégias de Desenvolvimento para o Estado da Bahia; 17p; 2013. Acesso em: 05 de março, 2015. Disponível em: <http://www.seer.ufu.br/index.php/revistaeconomiaensaios/article/viewFile/26324/14352>

Interdependência Produtiva e Estratégias de Desenvolvimento para o Estado da Bahia
Luiz Carlos de Santana Ribeiro1
Gustavo de Britto Rocha2
Resumo: A partir da concepção de Hirschman sobre desenvolvimento regional, o objetivo deste artigo é analisar a interdependência produtiva da economia baiana, no intuito de apontar estratégias para seu desenvolvimento. Para isso, utiliza-se uma matriz de insumo-produto, ano base 2004, constituída de duas regiões e 20 setores. Os resultados apontaram sete setores, com destaque para Metalurgia, Outros Químicos e Farmacêuticos e Serviços Privados, que podem ser considerados estratégicos do ponto de vista de políticas que induzam o crescimento econômico na Bahia. Além disso, os setores que constituem o complexo petroquímico da Bahia apresentaram importantes ligações intersetoriais.

Aprovado em 07.03.14
A grande contribuição do Danillo Farias, estudante do CC DRN:

“Nas aulas de Desenvolvimento Regional e Nacional percebi a conexão de todos os temas com a atitude da humanidade mais especificamente para as atitudes do homem para com ele mesmo e tendo como base no "Profeta Gentileza", no vídeo "corrente do bem", na citação do posto de saúde "faça você mesmo", fiquei imaginando que poderíamos utilizar para nossas discussões um termo do Sociólogo Sergio Buarque de Holanda denominado "Cordialidade". Podemos discutir inúmeras formas de desenvolvimento e dentro desse imenso campo de possibilidades o "homem" sempre vai estar, e para que tudo aconteça vai depender de sua psique nos desdobrar das suas atitudes para com o próximo e si mesmo. E como pensar em desenvolvimento regional com uma atitude individualista em que nós nos encontramos hodiernamente? Como podemos ajudar nossa comunidade pensando somente no individual e esquecendo-se do coletivo? O que nossa história nos condiciona? Para isso indico uma referência sobre o termo acima mencionado nos links seguintes:"



Homem cordial. Conceito formulado por Sérgio Buarque de Holanda em seu clássico livro, o programa fala do "homem cordial". A família patriarcal e a herança rural na formação social brasileira, a relação entre o público e o privado e o domínio dos afetos são aspectos de Raízes do Brasil presentes nos livros e na peça em debate em Cidade de Leitores. A apresentadora Leila Richers entrevista o professor de Literatura, falando de uma peça de teatro, a qual é mostrada parte dela. Ótimo vídeo, com música e teatro (O  Patrão Cordial, dramaturgia de Cezar de Carvalho). Não perca. E feita uma entrevista com João Cezar de Castro Rocha, autor de dois livros sobre o homem cordial, que fala sobre o conceito e sobre Sergio Buarque de Holanda, um dos grandes intelectuais do Brasil.

 
 Autor: Sérgio Buarque de Holanda
·         Tradutor:
·         Editora: Penguin-Companhia das Letras
·         Páginas: 111
·         Ano de Lançamento:
·         Preço Sugerido: R$10,90


Cidade de Leitores trata do "homem cordial" de Raízes do Brasil - Parte 2: O publico e o privado na realidade brasileira
Conceito formulado por Sérgio Buarque de Holanda em seu clássico livro, o programa fala do "homem cordial". A família patriarcal e a herança rural na formação social brasileira, a relação entre o público e o privado e o domínio dos afetos são aspectos de Raízes do Brasil presentes nos livros e na peça em debate em Cidade de Leitores. A apresentadora Leila Richers entrevista o professor de Literatura Comparada da Uerj João Cezar de Castro Rocha, autor de O Exílio do Homem Cordial e Literatura e Cordialidade -- O Público e o Privado na Cultura Brasileira, e Sérgio de Carvalho, diretor da peça O Patrão Cordial.

O livro “ O Homem Cordial”. O crítico, historiador e sociólogo paulista Sérgio Buarque de Holanda é um dos maiores intelectuais brasileiros no século XX. Autor de obras capitais, alguns de seus conceitos se tornaram modelos clássicos de interpretação de nossa história. Entre eles se destaca o do “homem cordial”, presente em Raízes do Brasil (1936), seu primeiro livro, no qual o autor investiga as origens de uma forma de sociabilidade brasileira, mais afeita aos contatos informais e à negação das esferas públicas de convívio. Crítico, ele mostra como a “cordialidade” leva a uma relação problemática entre instâncias públicas e privadas. 
Este volume reúne, além de “O homem cordial”, outros momentos altos da produção intelectual de Sérgio Buarque de Holanda: “O poder pessoal” (da coleção História geral da civilização brasileira), “Experiência e fantasia” (de Visão do Paraíso), “Poesia e crítica” (de O espírito e a letra) e “Botica da natureza” (de Caminhos e fronteiras). O conjunto é uma excelente introdução ao pensamento do autor, ou a oportunidade de voltar a esses textos fundamentais, que aliam o rigor metodológico do grande historiador e crítico à fluência narrativa do mestre da língua.

 Enviado em 22 de mai de 2010. Olha ai o Chico falando... A personalidade do brasileiro tem algo de homem cordial, aquele que” sobe para cima do muro”, para não ter briga?
Trecho extraído de "Chico - Ou O País Da Delicadeza Perdida", documentário que Chico Buarque estrelou para a televisão francesa em 1990. Produzido em 1990 e lançado em DVD em 2003 pela BMG. Este trecho possui um comentário do Chico Buarque sobre A Teoria do Homem Cordial formulada pelo sociólogo Sérgio Buarque de Holanda, pai de Chico Buarque. Produção Videofilmes. Direção - Walter Salles, Nelson Motta. Narração Paulo Jos


Abaixo, o texto e imagens extraído da pagina http://www.posfacio.com.br/2012/05/17/o-homem-cordial-sergio-buarque-de-holanda/. Feita por Dindi Coelho.  em 17 de maio de 2012

        
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Aqui em São Paulo é comum encontrarmos crachás e guarda-chuvas sendo usados como guarda-lugares das mesas em praças de alimentação de shoppings e restaurantes, para que as pessoas consigam garantir um lugar para comer sem ter que ficar procurando e esperando com uma bandeja de almoço nas mãos. Provavelmente, essa prática se repete em outras cidades e situações, como quando um amigo guarda lugar para o outro em uma fila ou na cadeira ao lado em uma sala de cinema. Esse hábito nada correto, mas muito usado pelo brasileiro, pode até esbarrar nas leis, por exemplo, quando dois carros se chocam e os motoristas decidem atribuir a culpa àquele que tem seguro, ou ainda quando encontramos formas de não pagar um imposto ou conseguir algum benefício.
Os exemplos são muitos e provavelmente você já se deparou com alguma situação em que o nosso lado “malandro” ou o “jeitinho brasileiro” falou mais alto. Para Sérgio Buarque de Holanda, esse hábito do nosso povo é o que o torna um homem cordial, termo presente em um de seus ensaios. A palavra cordial, no entanto, nos leva para um lado mais polido, que não é o sentido que o autor quis atribuir, e ele mesmo se resguarda disso em seu texto. É fato que o brasileiro é conhecido por ser hospitaleiro, alegre e festeiro, mas não seriam tão conhecidos pela educação ou polidez, como os japoneses e outros povos. A palavra cordial, nesse caso, remete ao latim cordis, que significa coração. O homem cordial é, assim, alguém que age com o coração ao invés da razão.
Para o autor, o brasileiro carrega uma herança já de Portugal e, mais do que isso, indígena e africana, que o torna mais voltado à família patriarcal e amizades. Além disso, temos um cenário de poder instaurado que não permite diálogo entre quem governa e quem é governado. Para o homem cordial, a esfera pública é uma extensão da esfera privada, quando elas, na verdade, deveriam ser opostas. Isso gera um problema de entendimento de leis em prol de interesses próprios. Além disso, segundo o autor, “a própria gestão política apresenta-se como um assunto de seu interesse particular”, e isso explica o hábito, até hoje visto, de políticos levarem parentes e amigos à cargos públicos. O problema está, como o autor indica, no crescimento das cidades e na não-distinção entre o que é público e privado:
“No Brasil, onde imperou, desde tempos remotos, o tipo primitivo da família patriarcal, o desenvolvimento da urbanização – que não resulta unicamente do crescimento das cidades, mas também do crescimento dos meios de comunicação, atraindo vastas áreas rurais para a esfera de influências das cidades – ia acarretar um desequilíbrio social, cujos efeitos permanecem vivos ainda hoje”.
Com o crescimento das cidades, o homem se vê obrigado a ser individualista. A cordialidade é também, de certa forma, uma negação a isso, pois ela aproxima as pessoas e cria uma esfera nova de regras, como num círculo familiar. No fim da análise, Sérgio Buarque de Holanda mostra como até mesmo a nossa religião é “cordial”, uma vez que não é rígida nas formas da oração e chega a aproximar os santos, de um jeito que poderia ser julgado até mesmo como desrespeitoso em outros países, como é o caso da Santa Teresinha (Teresa de Lisineux).
O homem cordial foi publicado pela primeira vez em 1936, no livro “Raízes do Brasil”, primeiro de Sérgio Buarque de Holanda, em uma época em que o brasileiro começava verdadeiramente sua busca por uma identidade (a partir da semana de arte de 22). A Penguin-Companhia apresenta o texto, na íntegra, em um livro que leva o mesmo nome. Junto desse ensaio, o leitor encontrará outras das principais obras do autor, como “O poder pessoal”, que é uma análise do império brasileiro no século XIX, através de relações de poder do imperador que, aos poucos, se perdem; “Experiência e Fantasia”, que é uma crítica sobre a falta de fantasia nos registros quinhentistas dos portugueses sobre o Brasil, além de “Botica da natureza” e “Poesia e crítica”.



Sérgio Buarque de Holanda
O Capítulo V sobre o "homem cordial" aborda características que nos são próprias. O "homem Cordial" apresenta inicialmente uma oposição entre o círculo familiar e o Estado, um jogo de relações diferentes. Encontram-se presente os dois princípios de Sófocles: Creonte encontra a nação abastra, impessoal da cidade em luta contra essa realidade concreta e tangível que é a família, e Antígona contra as ordenações do Estado, atrai sobre si a cólera do irmão, que não age em nome de sua vontade pessoal, mas da suposta vontade geral dos cidadãos, da pátria. Nessa relação observa claramente um verdadeiro conflito, que se encontra presente ate hoje, de família e Estado.
O resgate de uma Educação familiar dotada de limitações e valores tende cada vez mais, a separar o individuo da comunidade doméstica, de libertar-los por assim dizer das "virtudes" familiares, sendo um dos princípios básicos da velha Educação a obediência que é dotada de regras e opiniões. Essas limitações e padrões familiares são impostos desde muito cedo pelo circulo doméstico. A criança era forçada a ajustarem-se, aos interesses, atividades, valores, sentimentos, atitudes, crenças adquiridas no convívio familiar. E a oposição à família que ditava valores passa com a exigência de uma Sociedade de homens livres e de inclinação cada vez mais igualitária.
Em nosso País o tipo primitivo da família patriarcal, e o desenvolvimento da urbanização, criaram um "desequilíbrio Social", cujos efeitos mantêm-se vivos ate hoje. Devidos a Max Weber a fim de elucidar o problema e dar um fundamento sociológico a caracterização do "homem Cordial", conceitua de "Patrimonialismo" e "Burocracia", fazendo uma relação aos interesses objetivos e as capacidades próprias que são inerentes a esse "homem cordial".
Max Weber ressalta a separação do funcionário "patrimonial" e do "burocrata". O funcionário patrimonial encontra-se ligado aos interesses pessoais e o burocrata aos interesses objetivos, mas salienta que para exercer funções publicas, o homem faz de acordo com as confianças pessoais e não com suas capacidades próprias. O funcionário patrimonial pode com a progressiva divisão das funções e com a racionalização, adquirir traços burocráticos. Mas em sua essência ele é tanto mais diferente do burocrático.
O "homem cordial" não pressupõe bondade, mas somente o predomínio dos comportamentos de aparência afetiva, inclusive suas manifestações externas, não necessariamente sinceras nem profundas. A Cordialidade é um traço definido brasileiro, mas encontra-se em expressões de fundo emotivo, carregado por manifestações de um "homem cordial" e estas por sua vez são espontâneas, porém uma cordialidade "mascarada", onde o individuo consegue manter uma posição ante o social.
A vida em Sociedade no "homem cordial" é antes um viver nos outros, de certo modo, uma libertação da agústia que sente em viver consigo mesmo. Dentro dessa visão Nietzsche enfatiza que "Vosso mau amor de vós mesmos vos faz do isolamento um cativeiro".
Por fim, o capitulo faz uma exaltação dos valores cordiais. Que no domínio da lingüística o modo de ser dos brasileiros empregam as terminações em "inho", os chamados diminutivos. E o caráter intimista e popularista do brasileiro com aversão a religião e a devoção que é explicável porque no ambiente que vivemos não é comum a reação de defesa, o brasileiro recebeu o peso das " relações de simpatia", que dificulta a incorporação normal a outros agrupamentos. Por isso não acha agradáveis às relações impessoais características do Estado, procurando reduzi-las ao padrão pessoal e afetivo.
REFERÊNCIA:
HOLANDA, Sérgio Buarque de. O homem cordial. In: Raízes do Brasil: 26 ed. São Paulo: companhia das letras, 1995.
O Capítulo V sobre o
WEBARTIGOS.COM


segunda-feira, 9 de março de 2015

Vídeos sobre desenvolvimento regional

Oi pessoal. A Pábula (estudante do DRN) mandou um vídeo, e ai descobrimos juntos o Observatorio do Desenvolvimento Regional, que trouxe outros videos. Voces não teriam algum video ou texto como sugestão para nos postarmos aqui?

Muitos vídeos bons no Observatório do Desenvolvimento Regional

Procuramos dar apenas uma breve sinopse do conteúdo dos vídeos. Existem muitos vídeos neste observatório, e selecionamos aqueles que consideramos com conteúdo mais ligado ao programa da disciplina. Notem que é um Observatório, ligado a um curso de pós-graduação em desenvolvimento regional. Isto mostra como o assunto vem sendo considerado importante dentro da própria academia.

Antonio Carlos Figueira Galvão, diretor do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), fala ao ObservaDR sobre a política do desenvolvimento regional no Brasil.Um vídeo de apenas 2 minutos, que nos da uma visão rápida da necessidade de se ter uma politica de desenvolvimento regional.

História do desenvolvimento Regional. A desarticulação da política regional no governo Collor. O nascimento de um novo paradigma de desenvolvimento regional. A criação do novo Ministério da Integração Nacional. A continuidade da ausência do fundo nacional de desenvolvimento regional.

Vídeo de apresentação das Políticas de Desenvolvimento Regional implantadas pelo Ministério da Integração Nacional. Este vídeo serve como continuidade do anterior. Ele mostra detalhes da nova politica de desevolvimento regional com o nascimento do Ministério de Integração Nacional, com a apresentação do outrora ministro da pasta, no governo Lula, em 2009. Fala sobre o PNDR (Plano Nacional de Desenvolvimento Regional), e do objetivo deste ministério: reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil. Aborda o conceito de tipologias sub-regionais (veja os territórios


https://www.youtube.com/watch?v=dKkYZ6FkQJ8  Prof. UnB. A Palestra mostra os resultados de grupos de pesquisa da sub-rede desenvolvimento regional, da Rede CLIMA, do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação. A Rede Clima é uma rede permanente, criada em 2007, para desenvolver conhecimentos e ideias para o Brasil com relação aos efeitos das mudanças climáticas globais. Conceitos de sustentabilidade, resiliência, vulnerabilidade e estratégias de adaptação. Interessante é seu comentário sobre interdisciplinaridade.  Concentra-se na análise da vulnerabilidade e estratégias de adaptação associadas com a “aridização” (mudança do clima associada com a redução das chuvas) do nordeste Brasileiro. Explora também as barreiras adaptativas associadas a este problema.

https://www.youtube.com/watch?v=f_uuzGv-4ngDR. Alberto Bracagioli Neto, que é professor na Escola Superior de Cooperativismo e no Bacharelado em Desenvolvimento Rural 
(PLAGEDER) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e atua ainda como assessor da Direção da ASCAR/EMATER, fala para o ObservaDR sobre as críticas feitas à arquitetura da participação e as novas alternativas de abordagem.  Explora a história e também os pensadores que estão influenciando estes novos desdobramentos de como deve ser este desenvolvimento. Por exemplo, Habermas, Foucault, Teoria do pós-desenvolvimento. O método de redes,  “Outocome mapping”. “Redes encapsuladas”

Laura Polverari, do Centro de Pesquisa em Políticas Europeias, falou para o Observa-Dr sobre os estudos a cerca do desenvolvimento regional. Fala sobre a pesquisa do desenvolvimento regional na Europa., sobre as políticas de coesão europeia, e uma avaliação sobre os resultados desta politica.

Publicado em 24 de out de 2014
Dra. Rita Pauli é professora associada da Universidade
Federal de Santa Maria (UFSM) e falou para o Observa DR sobre suas pesquisas relacionadas aos complexos agroindustriais.

A economista e professora da Universidade Federal de Pernambuco, Tânia Bacelar, profere palestra, dentro do Ciclo Debates FEE, que discutiu, nos dias 22 e 23 de abril de 2013, na Fundação de Economia e Estatística, em Porto Alegre/RS, "Perspectivas do Desenvolvimento Regional Brasileiro". Aborda como o desenvolvimento ocorreu no Brasil. Por exemplo a concentração no litoral, a desigualdade,....

Debate "O Brasil que queremos" em comemoração aos 15 anos da revista Caros Amigos, realizado no Tucarena, em São Paulo, em 11 de junho, e que reuniu Paulo Vannuchi, Luiz Gonzaga Belluzzo, Ladislau Dowbor, Maria Leda Paulani e Tânia Bacelar, especificamente, neste vídeo. Fala dos desafios atuais.
A Universidade e o Desenvolvimento Regional - Dr. Maurício A. Serra. Dr. Maurício da Universidade Estadual de Campinas, fala ao ObservaDR sobre a importância do engajamento das universidades para o desenvolvimento das regiões.


Política Nacional do Desenvolvimento Regional - Henrique Vieira. Membro do Centro de Gestão de Estudos Estratégicos (CGEE) falou para o Observa DR sobre seu trabalho no CGEE e a política nacional de desenvolvimento regional. 


A Criação dos Programas de Pós Graduação em Desenvolvimento Regional no Brasil - Dra.Virginia Etges. A professora Dra. Virginia Elisabeta Etges é coordenadora do Programa de Pós Graduação em Desenvolvimento Regional (PPGDR) da Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC) e falou para o ObservaDR sobre contexto em que surgiram os cursos de pós em desenvolvimento regional no Brasil.


A Construção de Indicadores de Condição de Vida no Meio Rural - Dr. Marcelo Conterato.. Fala sobre indicador de desenvolvimento do território. Professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e coordenador do Bacharelado em Desenvolvimento Rural (PLAGEDER), modalidade a distância, Marcelo Conterato fala sobre a construção de indicadores de qualidade de vida no meio rural.

sexta-feira, 6 de março de 2015

A 5a aula de DRN pode ser baixada no link abaixo:
http://www.4shared.com/file/sp5I4QmDce/drn5aaula.html


Muito interessante é vermos que vários grupos de pessoas começam a ser organizar na sociedade em defesa de conceitos muito variados que consideram importantes para contribuir para um desenvolvimento mais sustentável. Um exemplo pode ser visto no site http://www.ufrgs.br/sbctars-eventos/ssa4/wp-content/uploads/2011/12/Alimenta%C3%A7%C3%A3o.pdf. De lá tiramos apenas duas idéias:

Manifesto do Slow Food 
"O nosso século, que se iniciou e tem se desenvolvido sob a insígnia da civilização industrial, primeiro inventou a máquina e depois fez dela o seu modelo de vida. Somos escravizados pela rapidez e sucumbimos todos ao mesmo vírus insidioso: a Fast Life, que destrói os nossos hábitos, penetra na privacidade dos nossos lares e nos obriga a comer Fast Food. O Homo sapiens, para ser digno desse nome, deveria libertar-se da velocidade antes que ela o reduza a uma espécie em vias de extinção. Um firme empenho na defesa da tranquilidade é a única forma de se opor à loucura universal da Fast Life. Que nos sejam garantidas doses apropriadas de prazer sensorial e que o prazer lento e duradouro nos proteja do ritmo da multidão que confunde frenesi com eficiência. Nossa defesa deveria começar à mesa com o Slow Food. Redescubramos os sabores e aromas da cozinha regional e eliminemos os efeitos degradantes do Fast Food. Em nome da produtividade, a Fast Life mudou nossa forma de ser e ameaça nosso meio ambiente. Portanto, o Slow Food é, neste momento, a única alternativa verdadeiramente progressiva. A verdadeira cultura está em desenvolver o gosto em vez de atrofiá-lo. Que forma melhor para fazê-lo do que através de um intercâmbio internacional de experiências, conhecimentos e projetos? Slow Food garante um futuro melhor. Slow Food é uma idéia que precisa de inúmeros parceiros qualificados que possam contribuir para tornar esse (lento) movimento, em um movimento internacional, tendo o pequeno caracol como seu símbolo." Folco Portinari, em 09 de Novembro de 1989

A Carta de Gastronomia e Sustentabilidade 28 de outubro de 2010
No momento em que as forças econômicas e políticas não conseguem dar o seguimento adequado às demandas da sociedade por ações que orientem o desenvolvimento agrícola, industrial, do consumo e de serviços em prol da: • diminuição dos gases que provocam a mudança climática global; • diminuição e tratamento dos resíduos; • manutenção e manejo dos recursos hídricos; • recuperação e manejo sustentável de recursos florestais; • preservação e valorização da diversidade, incluindo a cultura gastronômica, das comunidades locais; • proteção e uso da biodiversidade em todos os biomas; • capacitação e financiamento da produção familiar, assim como sua inserção em cadeias adequadas. Inspirados e motivados por iniciativas locais e mundiais com a intenção de garantir a civilização humana em um planeta que a possa hospedar e sustentar, os cidadãos abaixo assinados que têm na gastronomia interesses profissionais, educacionais, culturais, sociais e hedonistas se reúnem para construir e divulgar para toda a sociedade em âmbito mundial o compromisso de intenções de responsabilidade individual e alcance coletivo baseado nos seguintes
Princípios.
1. Conhecer o alimento que adquirimos, processamos e comemos.
2. Conservar os meios e as condições que dão origem ao alimento.
3. Preservar, valorizar e promover as qualidades naturais do alimento, assim como seu uso saudável. 4. Utilizar todo o alimento
 5. Remunerar adequadamente os produtores do alimento, inclusive pelos serviços ambientais providenciados para a sociedade.
6. Aplicar conhecimento e tecnologia inovadora para valorizar a diversidade e qualidade do ingrediente, assim como de seus usos.
7. Honrar e respeitar diariamente o ato de comer e de preparar a comida.

Michael Pollan O Dilema do onívoro Em defesa da comida
Regras da comida
2. Não coma nada que sua avó não reconheceria como comida.
6. Evite produtos alimentícios que contenham mais de cinco ingredientes.
13. Só coma alimentos que acabarão apodrecendo.
 24. "Comer o que fica em pé numa perna só [cogumelos e vegetais] é melhor que comer o que fica em pé em duas patas [aves], que é melhor que comer o que fica em pé em quatro patas [vacas, porcos e outros mamíferos].“
39. Coma todas as besteiras que quiser, desde que você mesmo as cozinhe.
44. Pague mais, coma menos.
47. Coma quando tiver fome, não quando estiver entediado.
 64. Quebre as regras de vez em quando.

quinta-feira, 5 de março de 2015

Quarta aula DRN/Campus Paulo Freire/Marcelo

A aula pode ser baixada no link abaixo:
http://www.4shared.com/file/jzomn2Bsba/DRN_4as_aula.html


Nesta aula vimos o vídeo (a partir de 6 min 30 seg), sobre a palestra do Dr Takayoshi Kusago (Universidade de Osaka – Japão) sobre reflexões e reconhecimento sobre a importância do conhecimento das comunidades na busca pelo desenvolvimento sustentável. Ele nos trouxe dados instigantes, como de que a obtenção de ótimos níveis de desenvolvimento econômico, educacionais e sociais, no Japão, foram acompanhados com o aumento dos níveis de insatisfação, e do suicídio. Em particular seria interessante adicionar ao vídeo visto,o  vídeo "Nos hipotecamos o futuro", por  Zigmund Bauman (https://www.youtube.com/watch?v=OcPD1pLdkoQ). Ele explica porque mesmo depois que países se desenvolvem bem, que tenham um  bom seguro desemprego, boa saúde, bom transporte, boa educação, surge um grande descontentamento entre os jovens. Vimos isto em anos recentes, em que jovens de classe média queimam carros, quebram lojas, e queimam nas ruas as mercadorias roubadas, não as levando para casa. Isto está acontecendo na Inglaterra, França, Espanha. Este sociólogo tem varios livros publicados em português sobre este assunto. Vale a pena conferir. 

O Dr. Kusago nos falou sobre a importância econômica da riqueza emocional de uma comunidade. Ele nos falou do conceito de desenvolvimento como do grau de felicidade que um povo tem. Ele um professor de economia, falando sobre um tema que parece tão obvio, mas ao mesmo tempo Qual seria a importância da riqueza espiritual no desenvolvimento econômico de uma comunidade? 
Vimos depois o significado da expressão japonesa  "Jimoto Kagu". Vimos a definição de metodologia (como fazer) e da filosofia de um "Jimotokagu", e falamos sobre a historia da cidade de Mimata, e de um dos piores acidentes ambientais do Japão. Vimos como o Jimotakagu de Mimata tornou-se um referencial mundial sobre o papel da comunidade no desenvolvimento sustentável. Vamos "jimotar" a nossa "teixeira". Vejam as ideias de criar um site para começar este processo, nos últimos slides da aula. 


 Outro assunto abordado foi sobre a concepção do conceito  de Desenvolvimento Regional. Para isto fizemos uma leitura em grupo e discussão do texto de Haddad “A concepção de desenvolvimento regional”, impresso. Fizemos então a apresentação das principais ideias do texto por cada grupo (divisão por páginas) e discutimos. O Murilo fez um resumo excelente da aula, e disse que vai postar para a gente aqui. 

Um texto para leitura para a próxima aula (apresentação das principais ideias por cada grupo)), acessível no site   http://minhateca.com.br/JulioCintraJr/Documentos/Livros/Economia/Desenvolvimento+como+liberdade+-+amartya+sen+-+01,106870899.pdf

Neste texto de Julio Cintra Jr, é arguido que o desenvolvimento é a expansão da liberdade humana. Valores sociais e costumes estabelecidos podem limitar a liberdade, e portanto limitar o desenvolvimento. A corrupção pode afetar a confiança publica e isto também pode afetar o desenvolvimento econômico. Além da liberdade política, as facilidades econômicas também são importante para a liberdade e, portanto, para o desenvolvimento. Adicionalmente a oportunidade social dos indivíduos e a transparência do governo é importante nestes dois processos.  "Com oportunidades sociais adequadas, os indivíduos podem efetivamente moldar seu próprio destino e ajudar uns aos outros". Somente com estas condições vai haver um desenvolvimento efetivo, muito alem do econômico. Isto pode existir mesmo sem grande progresso econômico e cultural? A vertente  da economia que defende o desenvolvimento da comunidade como mais importante que o desenvolvimento econômico, sintoniza-se com estes pensamentos. Procure mais outros economistas, falando por exemplo, de economia solidária, consumo critico, consumo consciente. Pegue algumas informações sobre isto para partilharmos juntos, seja como comentário, seja como postagem. O manifesto 2000, escrito por vários detentores do prêmio Nobel da Paz, também esta em sintonia com estas idéias. Leia para confirmar. Estes textos, tem em comum a afirmação, de que a paz e o desenvolvimento social começa agora, com nossas ações. Somos responsáveis. O que você está fazendo? Para sermos responsáveis, temos que saber nossas responsabilidades. Será que você sabe as suas? Contribua. Este blog é seu. 
Postagem realizada por estudante CC DRN

Este artigo foi escrito espontaneamente pelo Ranulfo, como contribuição ao Blog do DRN. Você teria algo a dizer também, para enriquecer o diálogo, sobre o que o Ranulfo aborda texto?   Esta é a segunda postagem, que segue a da Monaliza. Aqueles interessados a postarem textos, além dos comentários, remetam os mesmos para mehlersloureiro@gmail.com. 

Artigo de opinião
O desenvolvimento que é importante
Ranulfo Cunha Souza (Estudante DRN/Campus Paulo Freire)

A estrutura para o desenvolvimento está na valorização do ser humano. Para isto é essencial a educação de qualidade, saúde, segurança, e uma política séria e oportunidade igual para todos. Isto seria o básico, porque não se pode cobrar nada além de quem não teve e não tem acesso aos recursos que os instruem e contribuem para o desenvolvimento em geral.
    Ideologicamente está tudo bem, mas a realidade é utópica. Não basta simplesmente acreditar e deixar como está.  Há de surgir muitas transformações  e idealizadores falando de desenvolvimento, taxando-o de progresso, mas não se pode existir progresso sem ter o homem  inserido na base cultural,  preparado para lidar com o tão esperado desenvolvimento.
   Exemplo: não é tão importante ter a tecnologia e as grandes máquinas, sem ter profissionais para fazer o bom uso destas. Pois a base da estrutura para o desenvolvimento surge do homem. Mas verdade é que existem diversas ideologias para manipular as ,  excluindo-as de seu papel fundamental.
  Uma minoria no poder está implantando as normas, enquanto que a maioria, apenas assiste, como em movimento semelhante a uma criança em um carrossel. Obedecem   não questionando, acreditando na democracia que nunca existiu.
  Tudo que vem do sistema, seja ele socialista ou capitalista, não condiz com a realidade e não proporciona conforto aos menos favorecidos. Na realidade, beneficia só o grupo dominante. A sociedade é culpada por não praticar cidadania e não cobrar pelos os direitos que possuNão querem direitos, preferem  privilégios e isto é a base forte para o sistema governamental implantar o seu domínio alienante . A educação é necessária para mudar todo este conceito, que não passa de um mito. É preciso ver além, e entender o que está por trás dos discursos formais e das boas retóricas dos grandes lideres.
É preciso que haja uma revolução que faça com que todos tomem conhecimento e se eduquem para lidar com questões sobre as políticas sociais e tudo que for pertinente ao bem estar da humanidade, priorizando a educação pois ela é a base do desenvolvimento e a única arma de defesa para não sermos enganados politicamente.