A 5a aula de DRN pode ser baixada no link abaixo:
http://www.4shared.com/file/sp5I4QmDce/drn5aaula.html
Muito interessante é vermos que vários grupos de pessoas começam a ser organizar na sociedade em defesa de conceitos muito variados que consideram importantes para contribuir para um desenvolvimento mais sustentável. Um exemplo pode ser visto no site http://www.ufrgs.br/sbctars-eventos/ssa4/wp-content/uploads/2011/12/Alimenta%C3%A7%C3%A3o.pdf. De lá tiramos apenas duas idéias:
Manifesto do Slow Food
"O nosso século, que se iniciou e tem se desenvolvido sob a insígnia da civilização industrial, primeiro
inventou a máquina e depois fez dela o seu modelo de vida.
Somos escravizados pela rapidez e sucumbimos todos ao mesmo vírus insidioso: a Fast Life, que
destrói os nossos hábitos, penetra na privacidade dos nossos lares e nos obriga a comer Fast Food.
O Homo sapiens, para ser digno desse nome, deveria libertar-se da velocidade antes que ela o reduza
a uma espécie em vias de extinção.
Um firme empenho na defesa da tranquilidade é a única forma de se opor à loucura universal da Fast
Life.
Que nos sejam garantidas doses apropriadas de prazer sensorial e que o prazer lento e duradouro nos
proteja do ritmo da multidão que confunde frenesi com eficiência.
Nossa defesa deveria começar à mesa com o Slow Food. Redescubramos os sabores e aromas da
cozinha regional e eliminemos os efeitos degradantes do Fast Food.
Em nome da produtividade, a Fast Life mudou nossa forma de ser e ameaça nosso meio ambiente.
Portanto, o Slow Food é, neste momento, a única alternativa verdadeiramente progressiva.
A verdadeira cultura está em desenvolver o gosto em vez de atrofiá-lo. Que forma melhor para fazê-lo
do que através de um intercâmbio internacional de experiências, conhecimentos e projetos?
Slow Food garante um futuro melhor.
Slow Food é uma idéia que precisa de inúmeros parceiros qualificados que possam contribuir para
tornar esse (lento) movimento, em um movimento internacional, tendo o pequeno caracol como seu
símbolo."
Folco Portinari, em 09 de Novembro de 1989
A Carta de Gastronomia e Sustentabilidade
28 de outubro de 2010
No momento em que as forças econômicas e políticas não conseguem dar o
seguimento adequado às demandas da sociedade por ações que orientem o
desenvolvimento agrícola, industrial, do consumo e de serviços em prol da:
• diminuição dos gases que provocam a mudança climática global;
• diminuição e tratamento dos resíduos;
• manutenção e manejo dos recursos hídricos;
• recuperação e manejo sustentável de recursos florestais;
• preservação e valorização da diversidade, incluindo a cultura gastronômica, das
comunidades locais;
• proteção e uso da biodiversidade em todos os biomas;
• capacitação e financiamento da produção familiar, assim como sua inserção em
cadeias adequadas.
Inspirados e motivados por iniciativas locais e mundiais com a intenção de garantir a
civilização humana em um planeta que a possa hospedar e sustentar, os cidadãos
abaixo assinados que têm na gastronomia interesses profissionais, educacionais,
culturais, sociais e hedonistas se reúnem para construir e divulgar para toda a
sociedade em âmbito mundial o compromisso de intenções de responsabilidade
individual e alcance coletivo baseado nos seguintes
Princípios.
1. Conhecer o alimento que adquirimos, processamos e comemos.
2. Conservar os meios e as condições que dão origem ao alimento.
3. Preservar, valorizar e promover as qualidades naturais do alimento, assim como
seu uso saudável.
4. Utilizar todo o alimento
5. Remunerar adequadamente os produtores do alimento, inclusive pelos serviços
ambientais providenciados para a sociedade.
6. Aplicar conhecimento e tecnologia inovadora para valorizar a diversidade e
qualidade do ingrediente, assim como de seus usos.
7. Honrar e respeitar diariamente o ato de comer e de preparar a comida.
Michael Pollan
O Dilema do onívoro
Em defesa da comida
Regras da comida
2. Não coma nada que sua avó não reconheceria como comida.
6. Evite produtos alimentícios que contenham mais de cinco ingredientes.
13. Só coma alimentos que acabarão apodrecendo.
24. "Comer o que fica em pé numa perna só [cogumelos e vegetais] é
melhor que comer o que fica em pé em duas patas [aves], que é melhor
que comer o que fica em pé em quatro patas [vacas, porcos e outros
mamíferos].“
39. Coma todas as besteiras que quiser, desde que você mesmo as cozinhe.
44. Pague mais, coma menos.
47. Coma quando tiver fome, não quando estiver entediado.
64. Quebre as regras de vez em quando.
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