CCX Boa dica: não deixem de ler.
Luciana Ravena, estudante de DRN responde com maestria as questões sobre o texto "Império do Consumo", de Eduardo Galeano
C.C.: DESENVOLVIMENTO REGIONAL E NACIONAL
DOCENTE: Marcelo Loureiro
TURMA: 02
DISCENTE: Luciana Ravena Costa Silva
RESPOSTAS DE PERGUNTAS SOBRE TEXTO “O IMPÉRIO DO
CONSUMO”
1) O autor fala que o
consumismo se transformou em uma ditadura da uniformização obrigatória. Você
teria argumentos dele ou seus para suportar esta afirmação? OU você discorda do
autor?
Eu concordo, pois,
ao olharmos para as pessoas vemos que cada vez mais elas estão atrás dos mesmos
objetivos: ter sucesso na vida (pessoal, profissional, social, etc.). Se buscam
os mesmos objetivos, tendem a procurar os mesmos meios de alcançá-los, e, com
isso, estabelecem um padrão para medir o nível de sucesso dos outros.
2) No texto há argumentos
que dizem que para a globalização, é essencial o consumismo. Você conseguiria
escrever este argumento do autor? Teria você algum argumento seu para suportar
esta ligação? Caso você discorde, qual seria o seu argumento?
A globalização parte do princípio de compartilhar as diversas
culturas do mundo. Percebe-se, entretanto, que há uma sobreposição da cultura
ocidental (representada principalmente pela cultura norte americana) sobre a
cultura oriental. Isso é evidenciado pelo avanço (para não dizer conquista) do
estilo de vida do Ocidente.
Para que haja um compartilhamento de culturas, é necessário que se
estabeleça um contato direto expresso através do ato de consumir. E quanto mais
se consome, mais se quer consumir; principalmente se esse consumo é altamente
incentivado pela publicidade e as pessoas que o adquirem são consideradas
famosas e admiradas (por exemplo, famosos e superstars).
Em suma, o consumo é o cerne que alimenta o avanço da
globalização, e consequentemente, dá vazão à ditadura da uniformização.
3) No texto abordamos em
sala de aula o conceito de custo oculto, ou seja, o custo social e ambiental.
Ele também é abordado no texto. E afirma “ O direito ao desperdício, privilégio
de poucos, diz ser a liberdade de todos”. Fale sobre o custo oculto e comente
esta afirmação do autor.
Tudo o que
nós consumimos hoje não tem apenas um valor comercial; antes, existe todo um
processo de concepção desse produto, desde a forma de extração da matéria
prima, até ao lucro que o comerciante obtém proveniente da venda. Contudo, nem
sempre temos consciência daquilo que consumimos; de como o produto foi
concebido, quem o concebeu, a forma que chegou até a mim e qual a real função e
vida útil dele.
A partir da
frase do autor, sai o seguinte questionamento: para onde vai todo o material
que nós temos o luxo de desperdiçar? Volta para natureza de uma forma correta?
E mais uma vez esbarramos no custo ambiental. É um ciclo vicioso: extraímos da
natureza o que precisamos para criar o produto, e então, quando o consideramos
inútil, o devolvemos de uma forma que ela não dará conta de reaproveitar.
4) O que o autor quer
dizer ao dizer “a plastificação da comida...”?
Atualmente tudo é tão
artificial que até a comida (que pode representar a cultura de um local) está
sendo trocada por um modelo de comida rápida, insossa e nociva, mas que todos
ao redor do mundo consomem, por se tratar de uma comida “da moda”. Mais uma vez
esbarramos na ditadura da uniformização.
5) Qual a relação
entre solidão e consumismo?
As relações sociais são substituídas por relação
com coisas. O Homem torna-se mais egoísta e individualista, e os valores do ser
humano sucumbem frente aos “valores de coisas”.
Vale mais ter um carro, um bom celular, do que o
contato direto com as pessoas; o que cria um sofisma acerca do fim da solidão.
Pode-se estar conectado com o mundo, mas não tem ninguém a quem dar um bom dia
na manhã seguinte.
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