quarta-feira, 29 de abril de 2015

CCX Boa dica: não deixem de ler. 

Luciana Ravena, estudante de DRN responde com maestria as questões sobre o texto "Império do Consumo", de Eduardo Galeano

C.C.: DESENVOLVIMENTO REGIONAL E NACIONAL
DOCENTE: Marcelo Loureiro
TURMA: 02
DISCENTE: Luciana Ravena Costa Silva



RESPOSTAS DE PERGUNTAS SOBRE TEXTO “O IMPÉRIO DO CONSUMO”


1) O autor fala que o consumismo se transformou em uma ditadura da uniformização obrigatória. Você teria argumentos dele ou seus para suportar esta afirmação? OU você discorda do autor?
Eu concordo, pois, ao olharmos para as pessoas vemos que cada vez mais elas estão atrás dos mesmos objetivos: ter sucesso na vida (pessoal, profissional, social, etc.). Se buscam os mesmos objetivos, tendem a procurar os mesmos meios de alcançá-los, e, com isso, estabelecem um padrão para medir o nível de sucesso dos outros.

2) No texto há argumentos que dizem que para a globalização, é essencial o consumismo. Você conseguiria escrever este argumento do autor? Teria você algum argumento seu para suportar esta ligação? Caso você discorde, qual seria o seu argumento?
A globalização parte do princípio de compartilhar as diversas culturas do mundo. Percebe-se, entretanto, que há uma sobreposição da cultura ocidental (representada principalmente pela cultura norte americana) sobre a cultura oriental. Isso é evidenciado pelo avanço (para não dizer conquista) do estilo de vida do Ocidente.
Para que haja um compartilhamento de culturas, é necessário que se estabeleça um contato direto expresso através do ato de consumir. E quanto mais se consome, mais se quer consumir; principalmente se esse consumo é altamente incentivado pela publicidade e as pessoas que o adquirem são consideradas famosas e admiradas (por exemplo, famosos e superstars).
Em suma, o consumo é o cerne que alimenta o avanço da globalização, e consequentemente, dá vazão à ditadura da uniformização.

3) No texto abordamos em sala de aula o conceito de custo oculto, ou seja, o custo social e ambiental. Ele também é abordado no texto. E afirma “ O direito ao desperdício, privilégio de poucos, diz ser a liberdade de todos”. Fale sobre o custo oculto e comente esta afirmação do autor.
Tudo o que nós consumimos hoje não tem apenas um valor comercial; antes, existe todo um processo de concepção desse produto, desde a forma de extração da matéria prima, até ao lucro que o comerciante obtém proveniente da venda. Contudo, nem sempre temos consciência daquilo que consumimos; de como o produto foi concebido, quem o concebeu, a forma que chegou até a mim e qual a real função e vida útil dele.
A partir da frase do autor, sai o seguinte questionamento: para onde vai todo o material que nós temos o luxo de desperdiçar? Volta para natureza de uma forma correta? E mais uma vez esbarramos no custo ambiental. É um ciclo vicioso: extraímos da natureza o que precisamos para criar o produto, e então, quando o consideramos inútil, o devolvemos de uma forma que ela não dará conta de reaproveitar.

4) O que o autor quer dizer ao dizer “a plastificação da comida...”?
 Atualmente tudo é tão artificial que até a comida (que pode representar a cultura de um local) está sendo trocada por um modelo de comida rápida, insossa e nociva, mas que todos ao redor do mundo consomem, por se tratar de uma comida “da moda”. Mais uma vez esbarramos na ditadura da uniformização.

5) Qual a relação entre solidão e consumismo?
As relações sociais são substituídas por relação com coisas. O Homem torna-se mais egoísta e individualista, e os valores do ser humano sucumbem frente aos “valores de coisas”.

Vale mais ter um carro, um bom celular, do que o contato direto com as pessoas; o que cria um sofisma acerca do fim da solidão. Pode-se estar conectado com o mundo, mas não tem ninguém a quem dar um bom dia na manhã seguinte. 

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