sexta-feira, 27 de março de 2015

A 7a aula de DRN, pode ser obtida no endereço:
http://minhateca.com.br/mehlersloureiro/drn7a+aula,419596444.pptx

O texto lido em aula, "Sustentabilidade, uma visão humanista", que ficou para analise na 8a aula, pode ser obtido neste endereço:
http://minhateca.com.br/mehlersloureiro/Sustentabilidade+uma+visao+humanista,419635690.pdf

Questões do Texto “Sustentabilidade, uma visão humanista”
Pg 1-2:
a) Como muitas ONGs compreendem o conceito de sustentabilidade?
b) Quais os efeitos da falta de precisão do conceito de sustentabilidade?
c) Por que a fórmula da equação teórica que toma em consideração variáveis como    economicamente viável”/socialmente eqüitativo/ecologicamente sustentável não   tem resultados satisfatórios?
d) Porque a precisão do uso do conceito de  sustentabilidade necessita de um teste   prático?
e) Qual é o discurso dominante sobre sustentabilidade entre economistas?
f) Qual é a contribuição da sociologia para o conceito de sustentabilidade?
g) Exemplifique um ciclo vicioso da insustentabilidade.

h) Qual a conseqüência dos custos sociais-ambientais e ocultos durante o crescimento   econômico? (ver filme a origem das coisas)

Pg 3-4: 
i) Como os custos ocultos (sócio-ambientais) são transferidos a toda a sociedade?
j) Onde se origina a crescente falta de governabilidade e instabilidade social, a qual não [e somente restrita a países subdesenvolvidos?
Efeito “Gerson”: a postura freqüente ""de levar vantagem em tudo, poderia ser atribuído como uma conseqüência do conflito por recursos escassos dentro da população brasileira? Ou seria apenas o individualismo?
Leitura dirigida 

Aula desta sexta: Questões do Texto “Sustentabilidade, uma visão humanista”
Pg 1-2:
a) Como muitas ONGs compreendem o conceito de sustentabilidade?
b) Quais os efeitos da falta de precisão do conceito de sustentabilidade?
c) Por que a fórmula da equação teórica que toma em consideração variáveis como    economicamente viável”/socialmente eqüitativo/ecologicamente sustentável não   tem resultados satisfatórios?
d) Porque a precisão do uso do conceito de  sustentabilidade necessita de um teste   prático?
e) Qual é o discurso dominante sobre sustentabilidade entre economistas?
f) Qual é a contribuição da sociologia para o conceito de sustentabilidade?
g) Exemplifique um ciclo vicioso da insustentabilidade.

h) Qual a conseqüência dos custos sociais-ambientais e ocultos durante o crescimento   econômico? (ver filme a origem das coisas)

Pg 3-4: 
i) Como os custos ocultos (sócio-ambientais) são transferidos a toda a sociedade?
j) Onde se origina a crescente falta de governabilidade e instabilidade social, a qual não [e somente restrita a países subdesenvolvidos?
Efeito “Gerson”: a postura freqüente ""de levar vantagem em tudo, poderia ser atribuído como uma conseqüência do conflito por recursos escassos dentro da população brasileira? Ou seria apenas o individualismo?

quarta-feira, 25 de março de 2015

Exemplo de Plano de Atividades para Trabalho em Grupo de DRN

Pessoal, abaixo a tabela que a Bianca/Lorena/Tatiana mandaram sobre o trabalho delas. Existem melhorias que podemos sugerir. Por exemplo, melhorar a metodologia. Seria interessante se todos nós compartilhássemos os planos dos grupos e que pudéssemos sugerir algo. Vamos trabalhar solidariamente? 
AS MULTIFACES DO LIXO
META
MEMBRO
DATA
ATIVIDADES
METODOLOGIA
Revisão bibliográfica na internet
Bianca Dantas
Lorena Pinheiro
Tatiana Fraga
25/03
Dados sobre o lixo em Teixeira de Freitas
Problemas enfrentados pela população
Pesquisar artigos publicados sobre o descarte do lixo
Pesquisar dados sobre o lixo em Teixeira de Freitas, através de  sites de noticias, site da prefeitura.
Encontrar opiniões das pessoas sobre esse assunto nas redes sociais. Pesquisar também melhores formas de conscientizar a população, embasados em pesquisas já realizadas.
Aplicar questionários
Bianca Dantas
01/04
À população
Ir aos bairros identificar as queixas da população através destes questionários, descobrindo assim onde o problema está mais agravado na questão ambiental e de saúde publica.
Gravar reportagens
Lorena Pinheiro
08/04
Nos locais onde este problema é mais crítico
Gravar reportagens com as pessoas em seus respectivos bairros, retratando assim a realidade dos mesmos.
Ir à prefeitura
Tatiana Fraga
15/04
Conversar com os responsáveis da secretaria de meio ambiente, de infraestrutura e de saúde
Buscar entender os motivos pelo qual o lixo é tratado de forma secundária na cidade e verificar se existem projetos que visem melhoria.
Edição do documentário
Bianca Dantas
Lorena Pinheiro
Tatiana Fraga
22/04
Junção das informações e mídias recolhidas
Os vídeos gravados e as informações colhidas serão editados e organizados em um documentário, de forma, que se torne mais claro para o entendimento da população.
Divulgação do documentário
Bianca Dantas
Lorena Pinheiro
Tatiana Fraga
29/04
Divulgação no facebook, blog da disciplina e em outras mídias que conseguirmos.
Esse documentário será postado em nossos perfis pessoais no facebook, assim como, no perfil do Campus Paulo Freire. Postaremos também no blog da disciplina que já existe. Procuraremos também outros possíveis meios de divulgação.

quarta-feira, 11 de março de 2015

Contribuição de  Lorena Pinheiro

"Acredito que esse vídeo seja bastante interessante para postagem no blog, visto que se trata de uma importante atividade econômica praticada na região e de um assunto da nossa última aula, onde abordamos profundamente sobre a produção de melancia em Teixeira de Freitas. Além disso ele expõe de forma clara o ponto de vista dos produtores dessa fruta. "
Vídeo: 

O que pensam os produtores de melancia de Teixeira?  

Pessoal, ao invés do 4share, este video de 16 mb foi colocado na minhateca. Sera que esta mais facil o download agora? Qualquer informação, mandem um email: mehlersloureiro@gmail.com. 


Agora a grande contribuição do Murilo Chaves, estudante do CC DRN para todos nós:

“Segue em anexo um artigo referente a interdependência produtiva da economia baiana. Acho interessante ser disponibilizado no blog do componente Desenvolvimento Regional e Nacional para que todos tenham a oportunidade de lê-lo. “

RIBEIRO, L.C.; ROCHA, Gustavo de Britto. Interdependência Produtiva e Estratégias de Desenvolvimento para o Estado da Bahia; 17p; 2013. Acesso em: 05 de março, 2015. Disponível em: <http://www.seer.ufu.br/index.php/revistaeconomiaensaios/article/viewFile/26324/14352>

Interdependência Produtiva e Estratégias de Desenvolvimento para o Estado da Bahia
Luiz Carlos de Santana Ribeiro1
Gustavo de Britto Rocha2
Resumo: A partir da concepção de Hirschman sobre desenvolvimento regional, o objetivo deste artigo é analisar a interdependência produtiva da economia baiana, no intuito de apontar estratégias para seu desenvolvimento. Para isso, utiliza-se uma matriz de insumo-produto, ano base 2004, constituída de duas regiões e 20 setores. Os resultados apontaram sete setores, com destaque para Metalurgia, Outros Químicos e Farmacêuticos e Serviços Privados, que podem ser considerados estratégicos do ponto de vista de políticas que induzam o crescimento econômico na Bahia. Além disso, os setores que constituem o complexo petroquímico da Bahia apresentaram importantes ligações intersetoriais.

Aprovado em 07.03.14
A grande contribuição do Danillo Farias, estudante do CC DRN:

“Nas aulas de Desenvolvimento Regional e Nacional percebi a conexão de todos os temas com a atitude da humanidade mais especificamente para as atitudes do homem para com ele mesmo e tendo como base no "Profeta Gentileza", no vídeo "corrente do bem", na citação do posto de saúde "faça você mesmo", fiquei imaginando que poderíamos utilizar para nossas discussões um termo do Sociólogo Sergio Buarque de Holanda denominado "Cordialidade". Podemos discutir inúmeras formas de desenvolvimento e dentro desse imenso campo de possibilidades o "homem" sempre vai estar, e para que tudo aconteça vai depender de sua psique nos desdobrar das suas atitudes para com o próximo e si mesmo. E como pensar em desenvolvimento regional com uma atitude individualista em que nós nos encontramos hodiernamente? Como podemos ajudar nossa comunidade pensando somente no individual e esquecendo-se do coletivo? O que nossa história nos condiciona? Para isso indico uma referência sobre o termo acima mencionado nos links seguintes:"



Homem cordial. Conceito formulado por Sérgio Buarque de Holanda em seu clássico livro, o programa fala do "homem cordial". A família patriarcal e a herança rural na formação social brasileira, a relação entre o público e o privado e o domínio dos afetos são aspectos de Raízes do Brasil presentes nos livros e na peça em debate em Cidade de Leitores. A apresentadora Leila Richers entrevista o professor de Literatura, falando de uma peça de teatro, a qual é mostrada parte dela. Ótimo vídeo, com música e teatro (O  Patrão Cordial, dramaturgia de Cezar de Carvalho). Não perca. E feita uma entrevista com João Cezar de Castro Rocha, autor de dois livros sobre o homem cordial, que fala sobre o conceito e sobre Sergio Buarque de Holanda, um dos grandes intelectuais do Brasil.

 
 Autor: Sérgio Buarque de Holanda
·         Tradutor:
·         Editora: Penguin-Companhia das Letras
·         Páginas: 111
·         Ano de Lançamento:
·         Preço Sugerido: R$10,90


Cidade de Leitores trata do "homem cordial" de Raízes do Brasil - Parte 2: O publico e o privado na realidade brasileira
Conceito formulado por Sérgio Buarque de Holanda em seu clássico livro, o programa fala do "homem cordial". A família patriarcal e a herança rural na formação social brasileira, a relação entre o público e o privado e o domínio dos afetos são aspectos de Raízes do Brasil presentes nos livros e na peça em debate em Cidade de Leitores. A apresentadora Leila Richers entrevista o professor de Literatura Comparada da Uerj João Cezar de Castro Rocha, autor de O Exílio do Homem Cordial e Literatura e Cordialidade -- O Público e o Privado na Cultura Brasileira, e Sérgio de Carvalho, diretor da peça O Patrão Cordial.

O livro “ O Homem Cordial”. O crítico, historiador e sociólogo paulista Sérgio Buarque de Holanda é um dos maiores intelectuais brasileiros no século XX. Autor de obras capitais, alguns de seus conceitos se tornaram modelos clássicos de interpretação de nossa história. Entre eles se destaca o do “homem cordial”, presente em Raízes do Brasil (1936), seu primeiro livro, no qual o autor investiga as origens de uma forma de sociabilidade brasileira, mais afeita aos contatos informais e à negação das esferas públicas de convívio. Crítico, ele mostra como a “cordialidade” leva a uma relação problemática entre instâncias públicas e privadas. 
Este volume reúne, além de “O homem cordial”, outros momentos altos da produção intelectual de Sérgio Buarque de Holanda: “O poder pessoal” (da coleção História geral da civilização brasileira), “Experiência e fantasia” (de Visão do Paraíso), “Poesia e crítica” (de O espírito e a letra) e “Botica da natureza” (de Caminhos e fronteiras). O conjunto é uma excelente introdução ao pensamento do autor, ou a oportunidade de voltar a esses textos fundamentais, que aliam o rigor metodológico do grande historiador e crítico à fluência narrativa do mestre da língua.

 Enviado em 22 de mai de 2010. Olha ai o Chico falando... A personalidade do brasileiro tem algo de homem cordial, aquele que” sobe para cima do muro”, para não ter briga?
Trecho extraído de "Chico - Ou O País Da Delicadeza Perdida", documentário que Chico Buarque estrelou para a televisão francesa em 1990. Produzido em 1990 e lançado em DVD em 2003 pela BMG. Este trecho possui um comentário do Chico Buarque sobre A Teoria do Homem Cordial formulada pelo sociólogo Sérgio Buarque de Holanda, pai de Chico Buarque. Produção Videofilmes. Direção - Walter Salles, Nelson Motta. Narração Paulo Jos


Abaixo, o texto e imagens extraído da pagina http://www.posfacio.com.br/2012/05/17/o-homem-cordial-sergio-buarque-de-holanda/. Feita por Dindi Coelho.  em 17 de maio de 2012

        
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Aqui em São Paulo é comum encontrarmos crachás e guarda-chuvas sendo usados como guarda-lugares das mesas em praças de alimentação de shoppings e restaurantes, para que as pessoas consigam garantir um lugar para comer sem ter que ficar procurando e esperando com uma bandeja de almoço nas mãos. Provavelmente, essa prática se repete em outras cidades e situações, como quando um amigo guarda lugar para o outro em uma fila ou na cadeira ao lado em uma sala de cinema. Esse hábito nada correto, mas muito usado pelo brasileiro, pode até esbarrar nas leis, por exemplo, quando dois carros se chocam e os motoristas decidem atribuir a culpa àquele que tem seguro, ou ainda quando encontramos formas de não pagar um imposto ou conseguir algum benefício.
Os exemplos são muitos e provavelmente você já se deparou com alguma situação em que o nosso lado “malandro” ou o “jeitinho brasileiro” falou mais alto. Para Sérgio Buarque de Holanda, esse hábito do nosso povo é o que o torna um homem cordial, termo presente em um de seus ensaios. A palavra cordial, no entanto, nos leva para um lado mais polido, que não é o sentido que o autor quis atribuir, e ele mesmo se resguarda disso em seu texto. É fato que o brasileiro é conhecido por ser hospitaleiro, alegre e festeiro, mas não seriam tão conhecidos pela educação ou polidez, como os japoneses e outros povos. A palavra cordial, nesse caso, remete ao latim cordis, que significa coração. O homem cordial é, assim, alguém que age com o coração ao invés da razão.
Para o autor, o brasileiro carrega uma herança já de Portugal e, mais do que isso, indígena e africana, que o torna mais voltado à família patriarcal e amizades. Além disso, temos um cenário de poder instaurado que não permite diálogo entre quem governa e quem é governado. Para o homem cordial, a esfera pública é uma extensão da esfera privada, quando elas, na verdade, deveriam ser opostas. Isso gera um problema de entendimento de leis em prol de interesses próprios. Além disso, segundo o autor, “a própria gestão política apresenta-se como um assunto de seu interesse particular”, e isso explica o hábito, até hoje visto, de políticos levarem parentes e amigos à cargos públicos. O problema está, como o autor indica, no crescimento das cidades e na não-distinção entre o que é público e privado:
“No Brasil, onde imperou, desde tempos remotos, o tipo primitivo da família patriarcal, o desenvolvimento da urbanização – que não resulta unicamente do crescimento das cidades, mas também do crescimento dos meios de comunicação, atraindo vastas áreas rurais para a esfera de influências das cidades – ia acarretar um desequilíbrio social, cujos efeitos permanecem vivos ainda hoje”.
Com o crescimento das cidades, o homem se vê obrigado a ser individualista. A cordialidade é também, de certa forma, uma negação a isso, pois ela aproxima as pessoas e cria uma esfera nova de regras, como num círculo familiar. No fim da análise, Sérgio Buarque de Holanda mostra como até mesmo a nossa religião é “cordial”, uma vez que não é rígida nas formas da oração e chega a aproximar os santos, de um jeito que poderia ser julgado até mesmo como desrespeitoso em outros países, como é o caso da Santa Teresinha (Teresa de Lisineux).
O homem cordial foi publicado pela primeira vez em 1936, no livro “Raízes do Brasil”, primeiro de Sérgio Buarque de Holanda, em uma época em que o brasileiro começava verdadeiramente sua busca por uma identidade (a partir da semana de arte de 22). A Penguin-Companhia apresenta o texto, na íntegra, em um livro que leva o mesmo nome. Junto desse ensaio, o leitor encontrará outras das principais obras do autor, como “O poder pessoal”, que é uma análise do império brasileiro no século XIX, através de relações de poder do imperador que, aos poucos, se perdem; “Experiência e Fantasia”, que é uma crítica sobre a falta de fantasia nos registros quinhentistas dos portugueses sobre o Brasil, além de “Botica da natureza” e “Poesia e crítica”.



Sérgio Buarque de Holanda
O Capítulo V sobre o "homem cordial" aborda características que nos são próprias. O "homem Cordial" apresenta inicialmente uma oposição entre o círculo familiar e o Estado, um jogo de relações diferentes. Encontram-se presente os dois princípios de Sófocles: Creonte encontra a nação abastra, impessoal da cidade em luta contra essa realidade concreta e tangível que é a família, e Antígona contra as ordenações do Estado, atrai sobre si a cólera do irmão, que não age em nome de sua vontade pessoal, mas da suposta vontade geral dos cidadãos, da pátria. Nessa relação observa claramente um verdadeiro conflito, que se encontra presente ate hoje, de família e Estado.
O resgate de uma Educação familiar dotada de limitações e valores tende cada vez mais, a separar o individuo da comunidade doméstica, de libertar-los por assim dizer das "virtudes" familiares, sendo um dos princípios básicos da velha Educação a obediência que é dotada de regras e opiniões. Essas limitações e padrões familiares são impostos desde muito cedo pelo circulo doméstico. A criança era forçada a ajustarem-se, aos interesses, atividades, valores, sentimentos, atitudes, crenças adquiridas no convívio familiar. E a oposição à família que ditava valores passa com a exigência de uma Sociedade de homens livres e de inclinação cada vez mais igualitária.
Em nosso País o tipo primitivo da família patriarcal, e o desenvolvimento da urbanização, criaram um "desequilíbrio Social", cujos efeitos mantêm-se vivos ate hoje. Devidos a Max Weber a fim de elucidar o problema e dar um fundamento sociológico a caracterização do "homem Cordial", conceitua de "Patrimonialismo" e "Burocracia", fazendo uma relação aos interesses objetivos e as capacidades próprias que são inerentes a esse "homem cordial".
Max Weber ressalta a separação do funcionário "patrimonial" e do "burocrata". O funcionário patrimonial encontra-se ligado aos interesses pessoais e o burocrata aos interesses objetivos, mas salienta que para exercer funções publicas, o homem faz de acordo com as confianças pessoais e não com suas capacidades próprias. O funcionário patrimonial pode com a progressiva divisão das funções e com a racionalização, adquirir traços burocráticos. Mas em sua essência ele é tanto mais diferente do burocrático.
O "homem cordial" não pressupõe bondade, mas somente o predomínio dos comportamentos de aparência afetiva, inclusive suas manifestações externas, não necessariamente sinceras nem profundas. A Cordialidade é um traço definido brasileiro, mas encontra-se em expressões de fundo emotivo, carregado por manifestações de um "homem cordial" e estas por sua vez são espontâneas, porém uma cordialidade "mascarada", onde o individuo consegue manter uma posição ante o social.
A vida em Sociedade no "homem cordial" é antes um viver nos outros, de certo modo, uma libertação da agústia que sente em viver consigo mesmo. Dentro dessa visão Nietzsche enfatiza que "Vosso mau amor de vós mesmos vos faz do isolamento um cativeiro".
Por fim, o capitulo faz uma exaltação dos valores cordiais. Que no domínio da lingüística o modo de ser dos brasileiros empregam as terminações em "inho", os chamados diminutivos. E o caráter intimista e popularista do brasileiro com aversão a religião e a devoção que é explicável porque no ambiente que vivemos não é comum a reação de defesa, o brasileiro recebeu o peso das " relações de simpatia", que dificulta a incorporação normal a outros agrupamentos. Por isso não acha agradáveis às relações impessoais características do Estado, procurando reduzi-las ao padrão pessoal e afetivo.
REFERÊNCIA:
HOLANDA, Sérgio Buarque de. O homem cordial. In: Raízes do Brasil: 26 ed. São Paulo: companhia das letras, 1995.
O Capítulo V sobre o
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