quarta-feira, 29 de abril de 2015

CCX Boa dica: não deixem de ler. 

Luciana Ravena, estudante de DRN responde com maestria as questões sobre o texto "Império do Consumo", de Eduardo Galeano

C.C.: DESENVOLVIMENTO REGIONAL E NACIONAL
DOCENTE: Marcelo Loureiro
TURMA: 02
DISCENTE: Luciana Ravena Costa Silva



RESPOSTAS DE PERGUNTAS SOBRE TEXTO “O IMPÉRIO DO CONSUMO”


1) O autor fala que o consumismo se transformou em uma ditadura da uniformização obrigatória. Você teria argumentos dele ou seus para suportar esta afirmação? OU você discorda do autor?
Eu concordo, pois, ao olharmos para as pessoas vemos que cada vez mais elas estão atrás dos mesmos objetivos: ter sucesso na vida (pessoal, profissional, social, etc.). Se buscam os mesmos objetivos, tendem a procurar os mesmos meios de alcançá-los, e, com isso, estabelecem um padrão para medir o nível de sucesso dos outros.

2) No texto há argumentos que dizem que para a globalização, é essencial o consumismo. Você conseguiria escrever este argumento do autor? Teria você algum argumento seu para suportar esta ligação? Caso você discorde, qual seria o seu argumento?
A globalização parte do princípio de compartilhar as diversas culturas do mundo. Percebe-se, entretanto, que há uma sobreposição da cultura ocidental (representada principalmente pela cultura norte americana) sobre a cultura oriental. Isso é evidenciado pelo avanço (para não dizer conquista) do estilo de vida do Ocidente.
Para que haja um compartilhamento de culturas, é necessário que se estabeleça um contato direto expresso através do ato de consumir. E quanto mais se consome, mais se quer consumir; principalmente se esse consumo é altamente incentivado pela publicidade e as pessoas que o adquirem são consideradas famosas e admiradas (por exemplo, famosos e superstars).
Em suma, o consumo é o cerne que alimenta o avanço da globalização, e consequentemente, dá vazão à ditadura da uniformização.

3) No texto abordamos em sala de aula o conceito de custo oculto, ou seja, o custo social e ambiental. Ele também é abordado no texto. E afirma “ O direito ao desperdício, privilégio de poucos, diz ser a liberdade de todos”. Fale sobre o custo oculto e comente esta afirmação do autor.
Tudo o que nós consumimos hoje não tem apenas um valor comercial; antes, existe todo um processo de concepção desse produto, desde a forma de extração da matéria prima, até ao lucro que o comerciante obtém proveniente da venda. Contudo, nem sempre temos consciência daquilo que consumimos; de como o produto foi concebido, quem o concebeu, a forma que chegou até a mim e qual a real função e vida útil dele.
A partir da frase do autor, sai o seguinte questionamento: para onde vai todo o material que nós temos o luxo de desperdiçar? Volta para natureza de uma forma correta? E mais uma vez esbarramos no custo ambiental. É um ciclo vicioso: extraímos da natureza o que precisamos para criar o produto, e então, quando o consideramos inútil, o devolvemos de uma forma que ela não dará conta de reaproveitar.

4) O que o autor quer dizer ao dizer “a plastificação da comida...”?
 Atualmente tudo é tão artificial que até a comida (que pode representar a cultura de um local) está sendo trocada por um modelo de comida rápida, insossa e nociva, mas que todos ao redor do mundo consomem, por se tratar de uma comida “da moda”. Mais uma vez esbarramos na ditadura da uniformização.

5) Qual a relação entre solidão e consumismo?
As relações sociais são substituídas por relação com coisas. O Homem torna-se mais egoísta e individualista, e os valores do ser humano sucumbem frente aos “valores de coisas”.

Vale mais ter um carro, um bom celular, do que o contato direto com as pessoas; o que cria um sofisma acerca do fim da solidão. Pode-se estar conectado com o mundo, mas não tem ninguém a quem dar um bom dia na manhã seguinte. 

sexta-feira, 24 de abril de 2015

A Gabriela colocou algumas ideias de como poderiamos colocar os trabalhos e outros dados no site que a disciplina de DRN esta criando



Discente: Gabriela da Cruz Martins
Componente Curricular: Desenvolvimento Regional
Sala: BI 02

Ideias para serem desenvolvidas e colocadas em prática no site do CC DRN

Ø  Sugiro com uma primeira ideia a apresentação de dados da cidade de Teixeira de Freitas:
População, área demográfica, clima, relevo, quais os bairros e quantos são etc.
(Se possível conseguir esses dados através do IBGE para que nos mesmos montássemos o nosso banco de dados da cidade e colocar no site)
Ø  O Google Earth também pode ser uma boa ideia, para mapearmos algumas questões acerca da cidade:
Áreas de lazer, áreas que podem ser aproveitadas para o bem comum de todos (espaços ociosos).
Ø  Pode-se fazer enquetes virtuais, usando os Formulários do Google:
Onde nesse se abriria um espaço para que a população sugerisse coisas que tem curiosidade de saber da própria cidade que até então não sabem.
Ø  Entrevistas
Seria bem legal a Entrevista do Mês, uma pequena em entrevista com cidadãos Teixeirenses. Essas entrevistas poderiam ser feitas com pessoas bem diversificadas, num mês poderia ser um antigo morador, outro mês com um artista da cidade, entre outros personagens.
Ø  Link ajuda para pessoas que vem de fora:
Seria um espaço voltado a ajudar as pessoas que vem de fora e também àqueles moradores que não conhece a sua própria cidade. Como funcionaria? Basicamente, onde encontrar ponte ônibus, horários dos mesmos, lista de supermercados, escolas, postos de saúde etc.
Ø  Espaço história e memória fotográfica:
Esse espaço seria recuperar a história da cidade apenas com fotos, desde as fotos mais antigas como também as fotos atuais. Não só as da cidade em si, mas também de moradores que fizeram parte da construção da cidade.
Ø  Conhecendo Obras sociais na cidade:

Espaço para a divulgação de obras e instituições que colaboram para o bem-estar social da cidade, como Abrigos, ONGs entre outras.
A Camila Loureiro, estudante de DRN, postou um formulario no google sobre o transito, e até agora 45 pessoas já responderam. Vejam no link https://docs.google.com/forms/d/1nZkGWuvboodZyvUJ2-RfKktCzXC2k_8f61BwWzdn3co/viewform

Infraestrutura com foco no trânsito

Pesquisa realizada por alunos da Universidade Federal do Sul da Bahia para o Componente Curricular : Desenvolvimento Regional e Nacional
A REALIDADE DO LIXO EM TEIXEIRA DE FREITAS
Contribuição de Tatiana Fraga







Teixeira de Freitas é uma cidade relativamente jovem, no auge de seus trinta anos, é considerada por muitos como uma das maiores do extremo sul baiano. Realmente a cidade está crescendo muito, mas carece de muitas coisas principalmente na área de infraestrutura, um desses problemas percebido frequentemente é o lixo. Na maioria dos bairros a coleta do lixo ocorre três vezes por semana sendo assim, nos dias em que a mesma não ocorre o lixo fica espalhado pela rua atraindo insetos e urubus, gerando um forte mal cheiro e poluindo a cidade. Essa é uma questão bem complicada, pois o cidadão não deve colocar o lixo na rua fora dos dias da coleta devido aos problemas já citados, porém isso ocorre conforme a consciência e educação de cada um, mas em contra partida, se o morador não coloca seu lixo na rua acaba acumulando-o em sua casa sofrendo os mesmos problemas já citados, porém agora dentro de sua residência. De imediato, uma possível solução para tal problema seria a ocorrência de coletas diárias, pois assim problemas de cunho ambiental e de saúde seriam evitados. Esse é um pequeno problema relacionado ao lixo, no entanto existem vários outros.


sexta-feira, 17 de abril de 2015

RIQUEZA EMOCIONAL

Do Profeta Gentileza, Por Marisa Monte, Gentileza.

"Apagaram tudo, pintaram tudo de cinza A palavra no muro Ficou coberta de tinta
Apagaram tudo Pintaram tudo de cinza Só ficou no muro tristeza e tinta fresca
Nós que passamos apressados pela rua da cidade Merecemos ler as letras As palavras de Gentileza
Por isso eu pergunto A você no mundo Se é mais inteligente O livro ou a sabedoria
O mundo é uma escola A vida é circo "Amor, palavra que liberta" Já dizia o profeta.
https://www.youtube.com/watch?v=mpDHQVhyUrY
Link do vídeo oficial da Música.


Eis que o Profeta coube perfeitamente para o tema Riqueza Emocional, este que foi um disseminador da Gentileza, do amor e da paz. José Datrino era uma espécie de pregador, onde desde os seus 12 anos descobriu que tinha uma sina diferente de todos, que todos os seus bens, família, tudo de material que ele possuía deveria ser abandonado pela vida espiritual. 
Iniciado em meados dos anos 1980 e concluído no início de 1990, os escritos murais do Profeta Gentileza foram grafados sobre as pilastras do Viaduto do Caju. A Rodoviária Novo Rio representa parte da área do território que é a porta de chegada da cidade do Rio de Janeiro, e ainda, é também onde se inicia a numeração dos seus escritos; a outra parte é encontrada aso redores do Cemitério do Caju, que configura outra região. (AZEVEDO, Ilana Pinheiro; PAIVA, Sabriny Ellen de Oliveira)
Leonardo Guelman, autor do Livro "Universo gentileza", defende a ideia de que os escritos constituem um verdadeiro "Livro Urbano", acessível a toda cidade. O profeta Gentileza escreveu em 56 pilastras mensagens de amor e gentileza, e se tornou ícone da cidade carioca, sendo tombado logo após pedidos de pessoas que ajudaram a reconstituir os inscritos que sofreram vandalismo. 
José Datrino, O profeta Gentileza com toda certeza foi o maior semeador de sentimentos que todo ser humano deixa guardado até que desapareça. Amor e Gentileza, eis aí a dupla transformadora de vidas e enriquecedores de emoção.Não é necessário que se siga à risca o que o Profeta fez, mas utilizar dos seus ensinamentos já é um bom começo.
 
GENTILEZA
E->O->REMEDIO
DE->TODOS
OS->MALES
AMORRR->E
LIBERRDADE

"Não usem problemas, Não usem pobreza, Usem amor e gentileza".

Por Kariny Paiva 
Respostas da Monaliza e do Antonio França sobre texto da sustentabilidade

Leitura dirigida do Texto “Sustentabilidade, uma visão humanista”

a) Como muitas ONGs compreendem o conceito de sustentabilidade?
Muitas ONG’s adotam um posicionamento crítico em relação a definição oficial de desenvolvimento dos governos e agências internacionais. As ONG's entendem sustentabilidade como o princípio estruturador de um processo de desenvolvimento centrado nas pessoas e que poderia se tornar o fator mobilizador e motivador nos esforços da sociedade para transformar as instituições sociais, os padrões de comportamento e os valores dominantes.
b) Quais efeitos da falta de precisão do conceito de sustentabilidade?
A falta de precisão no conceito de sustentabilidade, segundo o texto evidencia a ausência de um quadro de referência teórico capaz de relacionar sistematicamente as diferentes contribuições dos discursos e campos de conhecimentos específicos. Ou seja, a sustentabilidade envolve o conhecimento em diversas áreas, e esta precisão ser organizados de modo sistemático para que desse modo não venha mais existir uma lacuna no conceito do que é sustentabilidade e suas implicações.
c)Por que a fórmula da equação teórica que toma em considerações variáveis como economicamente viável/socialmente equitativo/ecologicamente sustentável não tem resultados satisfatórios? (em outras palavras: conseguir as três coisas ao mesmo tempo na prática ainda não está acontecendo?
Os resultados satisfatórios não são vistos por que estas variáveis supracitadas não são colocadas em prática, como diz o texto: “O conceito de sustentabilidade transcende o exercício analítico de explicar a realidade e exige o teste de coerência lógica em aplicações práticas, onde o discurso é transformado em realidade objetiva (RATTNER,1999, p.1).''
d) Porque a precisão do uso do conceito de sustentabilidade necessita de um teste prático?
Avaliar a veracidade dos conceitos de sustentabilidade por meio de suas aplicações é de fundamental importância, precisa – se saber se eles tem logística para uma real aplicação na sociedade, e para isto podemos levar em consideração fatores como o respeito aos direitos humanos e quantidade de recursos financeiros primeiramente. Posteriormente surgiram outras questões que precisam ser avaliadas para o sucesso na implantação do conceito de sustentabilidade indo além da teoria.
e)Qual é o discurso dominante sobre sustentabilidade entre economistas?
“O argumento central desenvolvido pelos economistas em favor da sustentabilidade gira em torno da noção de eficiência no uso dos recursos do planeta. A alocação eficiente do uso de recursos naturais, respeitando ao mesmo tempo as preferências dos indivíduos, seria melhor executada em um cenário institucional de mercado competitivo. As possíveis distorções desse mercado poderiam ser corrigidas pela internalização de custos ambientais e/ ou eventuais reformas fiscais, coletando – se mais taxas e tributos dos responsáveis pelos processos poluentes. A sustentabilidade seria alcançada pela implementação da racionalidade econômica em escala local nacional e planetária.
Mas, para alcançar uma redução nos níveis globais do consumo per capita, controles severos são recomendados, para serem impostos por uma autoridade internacional um tanto abstrata. O brado por “limites de crescimento’' também tem consequências sociais e éticas   tendo em vista as disparidades regionais e internacionais(RATTNER,1999, p.2).''
O trecho relata que o discurso dominante dos economistas gira em torno da eficiência no uso dos recursos existentes em nosso planeta, entendo isso como dizer um não a toda e qualquer espécie de desperdício. Depois é proposto uma medida para cobrar maiores taxas e tributos das empresas que geram poluentes, a importância de uma “autoridade internacional um tanto abstrata’' com um posicionamento severo buscando diminuir o consumo por pessoa.
f)Qual é a contribuição da sociologia para o conceito de sustentabilidade?
“As premissas dos sociólogos de que os pobres são as principais vítimas da degradação ambiental é subjacente à ligação entre equidade e sustentabilidade. Presumindo que as raízes da degradação ambiental são também responsáveis pela iniquidade social, este discurso postula a inseparabilidade analítica entre ecologia e justiça em um mundo caracterizado por fragmentação social, apesar de seus problemas ambientais comuns. A pressão sobre os recursos naturais têm que ser relacionada à práticas de distribuição injustas, dependência financeira e falta de controle sobre a tecnologia, comércio e fluxo de investimentos. Uma análise sistêmica desse processo de retroalimentação circular revela o relacionamento político e social conflituoso que destrói a base de reprodução da natureza e dos grupos sociais que dela dependem.(RATTNER,1999, p.3)''
A contribuição vem a partir da relação feita pelos sociólogos das desigualdades sociais e sua forte relação com a questão da sustentabilidade.
g)Exemplifique um ciclo vicioso da insustentabilidade.
O autor destaca o crescimento do produto mundial bruto e o também crescimento da quantidade de pessoas pobres que passam por situações de fome, logo mais ele diz que as práticas de crescimento rotineiras que presenciamos hoje causam gigantescos problemas ocultos em nossa sociedade e no meio ambiente.
h)Qual a consequência dos custos sociais ambientais e ocultos durante o crescimento econômico? (ver filme a origem das coisas)
“As práticas de crescimento econômico convencionais resultam em enormes custos socioambientais ocultos” (RATTNER, 1999, p. 3).
Segundo o que foi visto no filme a origem das coisas as consequências são sérios problemas ambientais, econômicos, de saúde e outros, simplesmente compramos e descartamos determinados objetos quando eles não nos servem, mas de onde vieram? Com que são feitos? Pra onde vão? São questionamentos tão necessários e ainda sim prosseguem sem resposta, para nós é muito mas fácil obter o produto com o nosso dinheiro sem pensar no restante.
A moça do vídeo(não sei o seu nome) fala que os livros diziam que as coisas se deslocavam ao longo de um sistema, o mesmo era composto por: extração, distribuição, consumo e tratamento de lixo, porém estes funcionam de modo linear sendo que nosso planeta e finito. Ela também deixa claro que este sistema descrito nos livros oculta muitas coisas como: a existência de seres humanos que vivem tanto  na parte extrativa até a do tratamento de lixo, o governo e seu objetivo não cumprido de lutar pela população, as corporações(empresas), exploração de recursos naturais – que são usadas em tão demasiada quantidade que se esgotam mais e mais a cada dia, exploração dos países pobres(3° mundo) por parte dos países mas ricos(1° mundo), a junção de químicos tóxicos com recursos naturais para produzir produtos que nós usamos no dia a dia de modo natural mas que nos expõem a toxinas e outros.
Pg3-4:
i) Como os custos socioambientais são transferidos a toda a sociedade?
“As práticas de crescimento econômico convencionais resultam em enormes custos socioambientais ocultos. Estes costumavam ser externalizados ou transferidos a toda a sociedade, com os ganhos e benefícios do crescimento apropriados por uma minoria.(RATTNER,1999, p.3)''

O correto seria uma distribuição também igualitária para toda população nos “ganhos e benefícios do crescimento’'mas como afirma Rattner no trecho supracitado, isso não ocorre. Sendo válido ressaltado que aqui estamos falando dos “enormes custos socioambientais ocultos’'' que permeiam toda sociedade, porém a ”parte boa’' fica com a minoria.

j) Onde se origina a crescente falta de governabilidade e instabilidade social, a qual não é somente restrita a países subdesenvolvidos?

A população vem crescendo e exigindo dia após dia mas das partes dos governantes os seus direitos e o governo tem padecido da escassez do capital resultante e o não incentivo a tecnológica que gera desemprego e recessão, deste modo o governo tem menos dinheiro e essa é a origem da crescente falta de governabilidade e instabilidade social que ocorre em toda a sociedade contemporânea, fora algumas exceções.(RATTNER, 1999.p 4)
Videos que enriquecem o texto sobre consumismo

1) Video "Nos hipotecamos o futuro", por  Zigmund Bauman
Neste texto há uma interessante interpretação de novos movimentos entre os jovens de paises ricos, como a França, entre outros, que depredam lojas e queimam seus produtos nas ruas. Segundo Bauman, é uma revolta por serem excluidos do consumo. Vale a pena. 

2) Vale a pena rever o vídeo "História das coisas", que vimos em sala de aula, e que também aborda assuntos do texto sobre o consumismo. 


3) Consumir é uma escolha. Voce sabe todas as consequencias ligadas a ela? 

4) Yves de La Taille - Cultura da Vaidade e Consumo
https://youtu.be/8YDuCVaOwrQ

7:00 O que é um vencedor hoje? 9:50 Vergonha X orgulho 11:50 Cultura do Espetáculo 20:20 Valorização: autoridade ou celebridade? 22:10 Porque as pessoas consumem tanto?

5) Por favor, sugira outros
Perguntas sobre o texto “O império do consumo”, de Eduardo Galeano.

O autor fala que o consumismo se transformou em uma ditadura da uniformização obrigatória. Você teria argumentos dele ou seus para suportar esta afirmação? OU você discorda do autor?

No texto há argumentos que dizem que para a globalização, é essencial o consumismo. Você conseguiria escrever este argumento do autor? Teria você algum argumento seu para suportar esta ligação? Caso você discorde, qual seria o seu argumento?

No texto abordamos em sala de aula o conceito de custo oculto, ou seja, o custo social e ambiental. Ele também é abordado no texto. E afirma “ O direito ao desperdício, privilégio de poucos, diz ser a liberdade de todos”. Fale sobre o custo oculto e comente esta afirmação do autor.

O que o autor quer dizer ao dizer “a plastificação da comida...”?


Qual a relação entre solidão e consumismo?
O império do consumo
Por Eduardo Galeano
A produção em série, em escala gigantesca, impõe em todo lado as suas pautas obrigatórias de consumo. Esta ditadura da uniformização obrigatória é mais devastadora que qualquer ditadura do partido único: impõe, no mundo inteiro, um modo de vida que reproduz os seres humanos como fotocópias do consumidor exemplar.
O sistema fala em nome de todos, dirige a todos as suas ordens imperiosas de consumo, difunde entre todos a febre compradora; mas sem remédio: para quase todos esta aventura começa e termina no écran do televisor. A maioria, que se endivida para ter coisas, termina por ter nada mais que dívidas para pagar dívidas as quais geram novas dívidas, e acaba a consumir fantasias que por vezes materializa delinquindo.
Os donos do mundo usam o mundo como se fosse descartável: uma mercadoria de vida efémera, que se esgota como se esgotam, pouco depois de nascer, as imagens disparadas pela metralhadora da televisão e as modas e os ídolos que a publicidade lança, sem tréguas, no mercado. Mas para que outro mundo vamos mudar-nos?
A explosão do consumo no mundo atual faz mais ruído do que todas as guerras e provoca mais alvoroço do que todos os carnavais. Como diz um velho provérbio turco: quem bebe por conta, emborracha-se o dobro. O carrossel aturde e confunde o olhar; esta grande bebedeira universal parece não ter limites no tempo nem no espaço. Mas a cultura de consumo soa muito, tal como o tambor, porque está vazia. E na hora da verdade, quando o estrépito cessa e acaba a festa, o borracho acorda, só, acompanhado pela sua sombra e pelos pratos partidos que deve pagar.
A expansão da procura choca com as fronteiras que lhe impõe o mesmo sistema que a gera. O sistema necessita de mercados cada vez mais abertos e mais amplos, como os pulmões necessitam o ar, e ao mesmo tempo necessitam que andem pelo chão, como acontece, os preços das matérias-primas e da força humana de trabalho.
O direito ao desperdício, privilégio de poucos, diz ser a liberdade de todos. Diz-me quanto consomes e te direi quanto vales. Esta civilização não deixa dormir as flores, nem as galinhas, nem as pessoas. Nas estufas, as flores são submetidas a luz contínua, para que cresçam mais depressa. Nas fábricas de ovos, as galinhas também estão proibidas de ter a noite. E as pessoas estão condenadas à insônia, pela ansiedade de comprar e pela angústia de pagar. Este modo de vida não é muito bom para as pessoas, mas é muito bom para a indústria farmacêutica. Os EUA consomem a metade dos sedativos, ansiolíticos e demais drogas químicas que se vendem legalmente no mundo, e mais da metade das drogas proibidas que se vendem ilegalmente, o que não é pouca coisa se se considerar que os EUA têm apenas cinco por cento da população mundial.
“Gente infeliz os que vivem a comparar-se”, lamenta uma mulher no bairro do Buceo, em Montevideo. A dor de já não ser, que outrora cantou o tango, abriu passagem à vergonha de não ter. Um homem pobre é um pobre homem. “Quando não tens nada, pensas que não vales nada”, diz um rapaz no bairro Villa Fiorito, de Buenos Aires. E outro comprova, na cidade dominicana de San Francisco de Macorís: “Meus irmãos trabalham para as marcas. Vivem comprando etiquetas e vivem suando em bicas para pagar as prestações”.
 Invisível violência do mercado: a diversidade é inimiga da rentabilidade e a uniformidade manda. A produção em série, em escala gigantesca, impõe em todo lado as suas pautas obrigatórias de consumo. Esta ditadura da uniformização obrigatória é mais devastadora que qualquer ditadura do partido único: impõe, no mundo inteiro, um modo de vida que reproduz os seres humanos como fotocópias do consumidor exemplar.
O consumidor exemplar é o homem quieto. Esta civilização, que confunde a quantidade com a qualidade, confunde a gordura com a boa alimentação. Segundo a revista científica The Lancet, na última década a “obesidade severa” aumentou quase 30% entre a população jovem dos países mais desenvolvidos. Entre as crianças norte-americanas, a obesidade aumentou uns 40% nos últimos 16 anos, segundo a investigação recente do Centro de Ciências da Saúde da Universidade do Colorado.
O país que inventou as comidas e bebidas light, os diet food e os alimentos fat free tem a maior quantidade de gordos do mundo. O consumidor exemplar só sai do automóvel par trabalhar e para ver televisão. Sentado perante o pequeno écran, passa quatro horas diárias a devorar comida de plástico.
Triunfa o lixo disfarçado de comida: esta indústria está a conquistar os paladares do mundo e a deixar em farrapos as tradições da cozinha local. Os costumes do bom comer, que veem de longe, têm, em alguns países, milhares de anos de refinamento e diversidade, são um patrimônio coletivo que de algum modo está nos fogões de todos e não só na mesa dos ricos.
Essas tradições, esses sinais de identidade cultural, essas festas da vida, estão a ser espezinhadas, de modo fulminante, pela imposição do saber químico e único: a globalização do hambúrguer, a ditadura do fast food. A plastificação da comida à escala mundial, obra da McDonald’s, Burger King e outras fábricas, viola com êxito o direito à autodeterminação da cozinha: direito sagrado, porque na boca a alma tem uma das suas portas.
O campeonato mundial de futebol de 98 confirmou-nos, entre outras coisas, que o cartão MasterCard tonifica os músculos, que a Coca-Cola brinda eterna juventude e o menu do MacDonald’s não pode faltar na barriga de um bom atleta. O imenso exército de McDonald’s dispara hambúrgueres às bocas das crianças e dos adultos no planeta inteiro. O arco duplo desse M serviu de estandarte durante a recente conquista dos países do Leste da Europa. As filas diante do McDonald’s de Moscou, inaugurado em 1990 com fanfarras, simbolizaram a vitória do ocidente com tanta eloquência quanto o desmoronamento do Muro de Berlim.
Um sinal dos tempos: esta empresa, que encarna as virtudes do mundo livre, nega aos seus empregados a liberdade de filiar-se a qualquer sindicato. A McDonald’s viola, assim, um direito legalmente consagrado nos muitos países onde opera. Em 1997, alguns trabalhadores, membros disso que a empresa chama a Macfamília, tentaram sindicalizar-se num restaurante de Montreal, no Canadá: o restaurante fechou. Mas em 1998, outros empregados da McDonald’s, numa pequena cidade próxima a Vancouver, alcançaram essa conquista, digna do Livro Guinness.
As massas consumidoras recebem ordens num idioma universal: a publicidade conseguiu o que o esperanto quis e não pôde. Qualquer um entende, em qualquer lugar, as mensagens que o televisor transmite. No último quarto de século, os gastos em publicidade duplicaram no mundo. Graças a ela, as crianças pobres tomam cada vez mais Coca-Cola e cada vez menos leite, e o tempo de lazer vai-se tornando tempo de consumo obrigatório.

Tempo livre, tempo prisioneiro: as casas muito pobres não têm cama, mas têm televisor e o televisor tem a palavra. Comprados a prazo, esse animalejo prova a vocação democrática do progresso: não escuta ninguém, mas fala para todos. Pobres e ricos conhecem, assim, as virtudes dos automóveis do último modelo, e pobres e ricos inteiram-se das vantajosas taxas de juros que este ou aquele banco oferece.
Os peritos sabem converter as mercadorias em conjuntos mágicos contra a solidão. As coisas têm atributos humanos: acariciam, acompanham, compreendem, ajudam, o perfume te beija e o automóvel é o amigo que nunca falha. A cultura do consumo fez da solidão o mais lucrativo dos mercados.
As angústias enchem-se atulhando-se de coisas, ou sonhando fazê-lo. E as coisas não só podem abraçar: elas também podem ser símbolos de ascensão social, salvo-condutos para atravessar as alfândegas da sociedade de classes, chaves que abrem as portas proibidas. Quanto mais exclusivas, melhor: as coisas te escolhem e te salvam do anonimato multitudinário.
A publicidade não informa acerca do produto que vende, ou raras vezes o faz. Isso é o que menos importa. A sua função primordial consiste em compensar frustrações e alimentar fantasias: Em quem o senhor quer converter-se comprando esta loção de fazer a barba? O criminólogo Anthony Platt observou que os delitos da rua não são apenas fruto da pobreza extrema. Também são fruto da ética individualista. A obsessão social do êxito, diz Platt, incide decisivamente sobre a apropriação ilegal das coisas. Sempre ouvi dizer que o dinheiro não produz a felicidade, mas qualquer espectador pobre de TV tem motivos de sobra para acreditar que o dinheiro produz algo tão parecido que a diferença é assunto para especialistas.
Segundo o historiador Eric Hobsbawm, o século XX pôs fim a sete mil anos de vida humana centrada na agricultura desde que apareceram as primeiras culturas, em fins do paleolítico. A população mundial urbaniza-se, os camponeses fazem-se cidadãos. Na América Latina temos campos sem ninguém e enormes formigueiros urbanos: as maiores cidades do mundo e as mais injustas. Expulsos pela agricultura moderna de exportação, e pela erosão das suas terras, os camponeses invadem os subúrbios. Eles acreditam que Deus está em toda parte, mas por experiência sabem que atende nas grandes urbes.
As cidades prometem trabalho, prosperidade, um futuro para os filhos. Nos campos, os que esperam veem passar a vida e morrem a bocejar; nas cidades, a vida ocorre, e chama. Apinhados em tugúrios [casebres], a primeira coisa que descobrem os recém chegados é que o trabalho falta e os braços sobram.
Enquanto nascia o século XIV, frei Giordano da Rivalto pronunciou em Florença um elogio das cidades. Disse que as cidades cresciam “porque as pessoas têm o gosto de juntar-se”. Juntar-se, encontrar-se. Agora, quem se encontra com quem? Encontra-se a esperança com a realidade? O desejo encontra-se com o mundo? E as pessoas encontram-se com as pessoas? Se as relações humanas foram reduzidas a relações entre coisas, quanta gente se encontra com as coisas?
O mundo inteiro tende a converter-se num grande écran de televisão, onde as coisas se olham mas não se tocam. As mercadorias em oferta invadem e privatizam os espaços públicos. As estações de ônibus e de comboios, que até há pouco eram espaços de encontro entre pessoas, estão agora a converter-se em espaços de exibição comercial.
O shopping center, ou shopping mall, vitrine de todas as vitrines, impõe a sua presença avassaladora. As multidões acorrem, em peregrinação, a este templo maior das missas do consumo. A maioria dos devotos contempla, em êxtase, as coisas que os seus bolsos não podem pagar, enquanto a minoria compradora submete-se ao bombardeio da oferta incessante e extenuante.
A multidão, que sobe e baixa pelas escadas mecânicas, viaja pelo mundo: os manequins vestem como em Milão ou Paris e as máquinas soam como em Chicago, e para ver e ouvir não é preciso pagar bilhete. Os turistas vindos das povoações do interior, ou das cidades que ainda não mereceram estas bênçãos da felicidade moderna, posam para a foto, junto às marcas internacionais mais famosas, como antes posavam junto à estátua do grande homem na praça.
Beatriz Solano observou que os habitantes dos bairros suburbanos vão ao center, ao shopping center, como antes iam ao centro. O tradicional passeio do fim de semana no centro da cidade tende a ser substituído pela excursão a estes centros urbanos. Lavados, passados e penteados, vestidos com as suas melhores roupas, os visitantes vêm a uma festa onde não são convidados, mas podem ser observadores. Famílias inteiras empreendem a viagem na cápsula espacial que percorre o universo do consumo, onde a estética do mercado desenhou uma paisagem alucinante de modelos, marcas e etiquetas.
A cultura do consumo, cultura do efêmero, condena tudo ao desuso mediático. Tudo muda ao ritmo vertiginoso da moda, posta ao serviço da necessidade de vender. As coisas envelhecem num piscar de olhos, para serem substituídas por outras coisas de vida fugaz. Hoje a única coisa que permanece é a insegurança, as mercadorias, fabricadas para não durar, resultam ser voláteis como o capital que as financia e o trabalho que as gera.
O dinheiro voa à velocidade da luz: ontem estava ali, hoje está aqui, amanhã, quem sabe, e todo trabalhador é um desempregado em potencial. Paradoxalmente, os shopping centers, reinos do fugaz, oferecem com o máximo êxito a ilusão da segurança. Eles resistem fora do tempo, sem idade e sem raiz, sem noite e sem dia e sem memória, e existem fora do espaço, para além das turbulências da perigosa realidade do mundo.
Os donos do mundo usam o mundo como se fosse descartável: uma mercadoria de vida efêmera, que se esgota como esgotam, pouco depois de nascer, as imagens que dispara a metralhadora da televisão e as modas e os ídolos que a publicidade lança, sem tréguas, no mercado. Mas a que outro mundo vamos nos mudar? Estamos todos obrigados a acreditar no conto de que Deus vendeu o planeta a umas quantas empresas, porque estando de mau humor decidiu privatizar o universo?
A sociedade de consumo é uma armadilha caça-bobos. Os que têm a alavanca simulam ignorá-lo, mas qualquer um que tenha olhos na cara pode ver que a grande maioria das pessoas consome pouco, pouquinho e nada, necessariamente, para garantir a existência da pouca natureza que nos resta.

A injustiça social não é um erro a corrigir, nem um defeito a superar: é uma necessidade essencial. Não há natureza capaz de alimentar um shopping center do tamanho do planeta.